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Juventudes protagonizam II Encontro CONFREM Sul e fortalecem articulação em defesa dos maretórios

  • comunicacao5558
  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

Com apoio do Instituto Linha D’Água, encontro reuniu lideranças dos três estados do Sul e do litoral sul de São Paulo para dialogar sobre direitos territoriais, educação diferenciada e fortalecimento da pesca artesanal.


Encontro reuniu lideranças dos três estados do Sul e do litoral sul de São Paulo.


O fortalecimento da pesca artesanal e das cadeias socioprodutivas das Unidades Costeiro-Marinhas esteve no centro do II Encontro CONFREM Sul, realizado nos dias 1º e 2 de agosto, no Hotel Sesc Cacupé, em Florianópolis (SC). Com apoio do Instituto Linha D’Água, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sociobiodiversidade Associada a Povos e Comunidades Tradicionais (CNPT/ICMBio) e da Reserva Extrativista Marinha do Pirajubaé/ICMBio, o evento reuniu pescadores, pescadoras, lideranças comunitárias e integrantes da CONFREM do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e do litoral sul de São Paulo.


Um dos principais destaques desta edição foi o protagonismo das juventudes da CONFREM Sul, que assumiram a organização e a condução de diferentes momentos da programação. Para o Instituto Linha D’Água, esse envolvimento representa um passo importante para o fortalecimento institucional da CONFREM na região, ao ampliar a participação de novas lideranças, promover a troca entre gerações e favorecer a continuidade da mobilização nos territórios.


Direitos e mobilização na defesa dos maretórios


O primeiro dia foi dedicado à formação, ao diálogo e à construção coletiva de encaminhamentos.

O primeiro dia foi dedicado à formação, ao diálogo e à construção coletiva de encaminhamentos. Um dos eixos discutidos foi o papel da CONFREM na defesa dos territórios e maretórios tradicionais, a partir de experiências concretas de mobilização comunitária.


Entre elas, esteve a defesa da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, em Santa Catarina. As contribuições trazidas pela Articulação da Ilha do Cardoso e por representantes de Iguape também aproximaram desafios e aprendizados de comunidades situadas no extremo sul do litoral paulista.


Os diálogos abordaram ainda a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho e os protocolos de consulta, instrumentos fundamentais para assegurar que povos e comunidades tradicionais sejam ouvidos de forma livre, prévia, informada e culturalmente adequada diante de decisões que afetem seus modos de vida e seus territórios.


A programação também apresentou a Plataforma de Territórios Tradicionais, ferramenta que permite às próprias comunidades registrar e dar visibilidade a seus territórios, histórias, formas de ocupação, demandas e ameaças.

 

Outro tema central foi a Escola das Marés e das Águas, iniciativa construída pela CONFREM Brasil com redes de mulheres e organizações locais dos povos e comunidades tradicionais costeiros e marinhos, em articulação com o ICMBio, a Universidade Aberta do Brasil/CAPES e universidades públicas.


A proposta busca enfrentar as barreiras históricas de acesso e permanência dessas populações na educação superior, promovendo uma formação conectada ao tempo das marés, às dinâmicas produtivas, aos modos de vida e às formas de organização dos maretórios.


Intercâmbio aproxima experiências e iniciativas dos territórios

Intercâmbio aconteceu no entreposto de pescados do bairro João Paulo, inaugurado em março de 2026.

No segundo dia, os participantes conheceram iniciativas em andamento nos territórios de Florianópolis. Pela manhã, o intercâmbio aconteceu no entreposto de pescados do bairro João Paulo, inaugurado em março de 2026 como a primeira estrutura pública municipal voltada ao recebimento, armazenamento, manuseio e venda direta da pesca artesanal local. À tarde, a programação seguiu na Reserva Extrativista Marinha do Pirajubaé, aproximando os debates das experiências concretas de gestão territorial e organização socioprodutiva.


Ao apoiar o II Encontro CONFREM Sul, o Instituto Linha D’Água reafirma seu compromisso com o desenvolvimento institucional das organizações da pesca artesanal e com a construção coletiva de caminhos para a autonomia, a conservação e a garantia de direitos nos territórios costeiros e marinhos.


Confira o carrossel especial sobre o encontro



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