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  • Instituto Linha D'Água

Lançamento do livro Pan Tubarões

Um dia depois do Dia Internacional do Livro realizamos uma live sobre o livro Pan Tubarões idealizado e organizado pelo ICMBio/CEPSul. Foi engrandecedor conversar sobre esse ciclo de pesquisa com uma de suas organizadoras e com convidados que atuam na participação social para a conservação de raias e tubarões no dia a dia. Por acreditarmos que o papel social é muito importante, não só na conservação, mas também no entendimento geral sobre as espécies, apoiamos a diagramação do livro para que suas informações pudessem alcançar mais pessoas interessadas na biodiversidade marinha, especialmente nos elasmobrânquios. A conversa foi ao vivo, mas está registrada no nosso canal do Youtube, você pode ir lá conferir quando quiser! Ou ainda se preferir pode ouvir em formato de podcast.


Conheça quem participou desse lançamento com a gente:


Eloisa Vizuete, uma das organizadoras do livro, é Bacharel e Licenciada em Ciências Biológicas pela UFPR, especialista em Gestão e Manejo Ambiental em Sistemas Agrícolas pela Universidade Federal de Lavras. Atua como Analista Ambiental do ICMBio/CEPSUL, onde é a responsável pela área de comunicação e educação ambiental. Também faz parte da secretaria executiva do PAN Tubarões e PAN Corais. Atua como Editora Assistente da Revista CEPSUL - Biodiversidade e Conservação Marinha e é o ponto focal do tubarão-lixa e mangona no acordo de cooperação entre o ICMBio e a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB).


Luiza Chelotti, do Projeto Viu Raia?, é bióloga pela UFSM e mestre em Zoologia pela UNESP no Laboratório de Pesquisa de Elasmobrânquios, atualmente doutoranda no PPG-BAC-UNESP e pesquisadora nos Projetos Mar de Alcatrazes e ‘’Viu Raia?’’ no LABECMar-UNIFESP. Trabalha com elasmobrânquios desde a graduação com ênfase em ecologia de raias.


Paulo Santos, do Projeto Guias da Conservação. Tem graduação em ciências biológicas pela UFSM, mestre em biologia de ambientes aquáticos pela FURG e doutor em biodiversidade de Ambientes Costeiros pela UNESP. 13 anos de experiência com trabalhos relacionados à pesca de tubarões e raias. Atua como pesquisador da Associação MarBrasil e coletor de dados pesqueiros do FUNBIO.


O que é um Plano de Ação Nacional (PAN)?


Antes de tudo, você sabe o que é o Plano de Ação Nacional para a Conservação de Tubarões e Raias Marinhos Ameaçados de Extinção (PAN Tubarões)?

Eloisa Vizuete nos conta que os Planos de Ação Nacional do ICMBio são pactos feitos com a sociedade para trabalhar pela conservação de determinada espécie. O ICMBio coordena grupos de pessoas que podem de alguma forma ajudar a reverter o quadro de ameaça de extinção das espécies. No caso de tubarões e raias, a primeira questão a ser levantada para a preservação desses animais é a pesca excessiva. Então o setor pesqueiro foi o primeiro a ser convidado a participar do plano de ação, seja a pesca comercial (artesanal e industrial) ou a pesca amadora e esportiva. Depois, aos poucos, todos os atores da sociedade que de alguma forma interagem com estes animais são convidados a pensar de forma organizada ações que estejam voltadas para a conservação dos tubarões e raias.


Explicação da Eloisa sobre o que é um Plano de Ação Nacional e como funciona:



Eloisa também contou que para ela a maior conquista do projeto foi a troca com as pessoas, tanto nas pesquisas realizadas como na parte de sensibilização e educação ambiental. Explica que educação é algo cultural, precisa ser trabalhada de uma forma bem prática e bem próxima, principalmente dos pescadores e pescadoras. É a única maneira de ter um resultado real. Apesar de citar a gestão como um desafio por envolver diversos pontos de vista de pessoas e instituições, afirma que os relacionamentos e as parcerias construídas com grupos das comunidades e as instituições locais foram imprescindíveis para que o Pan Tubarões acontecesse.


A importância do livro e da sua divulgação


Todos os convidados concordaram sobre a importância do livro para uma maior sensibilização das pessoas sobre essas espécies, mesmo que o livro por si só não faça isso sozinho. Ele tem o potencial de ensinar e instrumentalizar as pessoas que podem colocar em prática ações de conservação.


O livro oportuniza uma boa abrangência por ser no formato digital e está dividido em capítulos, que podem ser baixados separadamente de acordo com o interesse do leitor. Além disso, cada capítulo tem um infográfico que busca resumir toda informação nele contida.

Paulo comenta sobre os diversos públicos que o livro pode ajudar. Faz uma ênfase para que no caso das comunidades pesqueiras os conteúdos sejam trabalhados junto com elas, e que não basta apenas entregar o livro. Mas, diz que vê este material como um prato cheio para as instituições de ensino e pesquisa, tanto para quem está construindo carreira dentro da ciência, como para os professores. Destaca que esse ciclo que envolveu pesquisa e prática produziu um conteúdo estruturado de forma inovadora, uma vez que reúne informações que estariam dispersas em diferentes materiais.


Paulo fala da importância do livro para os pescadores e os desafios para ser melhor trabalhado para esse público:



A Luiza complementa sobre a importância do material produzido e que será ótimo como um livro didático, por exemplo. Diz que o conteúdo todo está muito bem explicado, com palavreado fácil, o que facilita que a mensagem chegue a diferentes públicos, especialmente quem está começando a atuar na área.


Luiza fala da importância de materiais de divulgação das pesquisas desenvolvidas sobre os tubarões e raias:


E o futuro?


O PAN Tubarões durou de 2014-2019 mas, e agora? Acabou? Tubarões e raias já estão salvos?


Claro que o trabalho de conservação dessas espécies continua, principalmente para atingir mais públicos envolvidos com esses animais, como pescadores, pescadoras e consumidores de pescados.


Para baixar o livro acesse: https://bit.ly/LivroPanTubaroes

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