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Eólicas offshore:
Para quê? Para quem?

Nova Nota Técnica do Instituto Linha D’Água questiona a necessidade, os custos e os impactos da expansão da geração eólica offshore no Brasil.
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Em um momento decisivo para a regulamentação das eólicas offshore no país, o Instituto Linha D’Água lança uma contribuição técnica independente para qualificar o debate público sobre o uso do oceano brasileiro como nova fronteira de geração elétrica.

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Elaborada por Clarice Ferraz e Flávia Mendes de Almeida Collaço, a Nota Técnica analisa se a expansão da geração eólica no mar é realmente necessária para o Sistema Interligado Nacional, quais custos podem chegar à população e que impactos socioambientais e territoriais precisam ser considerados antes da abertura de áreas marítimas para novos empreendimentos.

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Autoras

Conheça mais sobre as autoras da Nota Técnica.

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Clarice Ferraz

Formada em Economia pela Universidade Federal de Brasília (UnB), possui Doutorado em Ciências Econômicas e Sociais pela Universidade de Genebra (Suíça); Mestrado em Energia (Advanced Master in Energy) pela Ecole Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL) (Suíça); Mestrado em Administração Pública, com especialização em Gestão do Meio Ambiente, pela Universidade de Genebra (Suíça) e pós-Doutorado pelo Instituto de Economia da UFRJ. Desde 2016 é Professora da Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Pesquisadora Associada do Grupo de Economia da Energia, do Instituto de Economia da UFRJ, onde colabora desde 2012, e uma das Diretoras do Instituto Ilumina. É especialista em política energética, regulação de mercados de eletricidade e transição energética.

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Flávia Mendes de Almeida Collaço

Formada em Gestão de Políticas Públicas pela Universidade de São Paulo (USP), mestre e doutora em Energia pelo Instituto de Energia e Ambiente da USP (IEE/USP), coordenadora do Núcleo de Pesquisa
em Políticas Públicas, Energia e Sociedade (POLENS). Desde 2024, é professora da Escola de Engenharia da USP em São Carlos (EESCUSP). Sua trajetória profissional de pesquisa concentra-se em Transição Energética, Modelagem de Sistemas de Energia, Políticas Públicas e Planejamento Energético, e Justiça Climática.

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O que você encontra no documento

A Nota Técnica apresenta uma análise crítica sobre a expansão da geração eólica offshore no Brasil, considerando cinco dimensões centrais:

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  • necessidade real da fonte para o sistema elétrico brasileiro;

  • riscos de aumento de custos e impactos tarifários;

  • desafios operacionais associados à integração de fontes renováveis variáveis;

  • impactos socioambientais sobre ecossistemas, pesca artesanal e territórios tradicionais;

  • alternativas mais maduras, menos custosas e com menor complexidade territorial.

O que está em jogo

O Brasil precisa dessa energia?

Em 2024, cerca de 90% da matriz elétrica brasileira já veio de fontes renováveis. A Nota Técnica analisa se a eólica offshore tem, de fato, papel estrutural para garantir o suprimento elétrico nacional nas próximas décadas.

Quem paga a conta da expansão offshore?

A geração eólica no mar exige investimentos elevados em turbinas, cabos submarinos, portos, subestações, transmissão, manutenção em alto-mar e serviços de reserva. Esses custos podem pressionar as tarifas pagas pela população.

O mar não é espaço vazio

Para comunidades pesqueiras, quilombolas, extrativistas e costeiras, o oceano é território de trabalho, cultura, alimentação, memória e vida comunitária. A Nota Técnica aponta impactos que precisam entrar no centro do debate público.

Diálogos na Linha D'Água

Confira a edição especial do Diálogos na Linha D'Água sobre a nota técnica.

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